Actividades de Tempos Livres
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Porto de Encontro (3)

UNIV (2)

Voluntariado e Solidariedade (3)

 

   

 

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
_Torneio basket&fun!
Início do Torneio de Basquete! Forma uma equipa e vem… Ou vem e junta-te a uma equipa!

 

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
_Up Ramalde e Projecto Cabo Verde 2010
Apresentação dos Projectos de Voluntariado 2010

 

Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
_Colóquio

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
_Conferência "Testamento" com Rita Lobo Xavier

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
_Conferência "Luzes Novas em Tempo de Crise" com João César das Neves

O que é que trouxe de novo a Encíclica Caridade na Verdade de Bento XVI?

César das Neves veio explicar-nos como a nova encíclica é um novo rosto para a Doutrina Social da Igreja no século XXI. Poderemos passar a intitular a Doutrina Social da Igreja pela dinâmica que Bento XVI descobriu: «caridade na verdade».

«A verdade há-de ser procurada, encontrada e expressa na “economia” da caridade, mas esta por sua vez há-de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. Deste modo teremos não apenas prestado um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas também contribuído para acreditar a verdade, mostrando o seu poder de autenticação e persuasão na vida social concreta. Facto este que se deve ter bem em conta hoje, num contexto social e cultural que relativiza a verdade, aparecendo muitas vezes negligente senão mesmo refractário à mesma.»
(nº2 Encíclica Caritas in Veritate)

Artigo da Newsletter de VER

Posted by Rampa Clube

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
_Aconteceu

Painel de Perspectivas...

Crise Económica e Financeira por António Lobo Xavier

Crise na Saúde por Ana Tato

(In)Justiça na Crise por Mário Monte

Crise na Educação e Ética das Virtudes por Rita Rebordão

Moderador: António Bouça

 

Quarta-feira, 18 de Março de 2009
_Clube de Leitura RUn...

in Rocha, Clara. Miguel Torga - Fotobiografia

Propõe-se os seguintes poemas de Miguel Torga...

CONFIANÇA

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

Miguel Torga, Cântico do Homem

IDENTIFICAÇÃO

Desta terra dou feito.
Fragas são os meus ossos,
Húmus a minha carne.
Tenho rugas na alma
E correm-me nas veias
Rios impetuosos.
Dou poemas agrestes,
E fico também longe
No mapa da nação.
Longe e fora de mão…

Miguel Torga, Diário XV

DESCIDA AOS INFERNOS

Desço aos infernos, a descer em mim.
Mas agora o meu canto não perfura
O coração da morte,
À procura
Da sombra
Dum amor perdido.
Agora
É o repetido
Aceno
Do próprio abismo
Que me seduz.
É ele, embriaguez nocturna da vontade,
Que me obriga a sair da claridade
E a caminhar sem luz.

Ergo a voz e mergulho
Dentro do poço,
Neste moço
Heroísmo
Dos poetas,
Que enfrentam confiantes
O interdito
Guardado por gigantes,
Cães vigilantes
Aos portões do mito.

E entro finalmente
No reino tenebroso
Das minhas trevas.
Quebra-se a lira,
Cessa a melodia;
E um medo triste de vergonha e assombro,
Gela-me o sangue, rio sem nascente,
Onde o céu, lá do alto se reflecte,
Inútil como a paz que me promete.

Miguel Torga, Orfeu Rebelde

DESFECHO

Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte).

Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente,
Do teu vulto calado,
E paciente...

E lutei, como luta um solitário
Quando, alguém lhe perturba a solidão
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.

Miguel Torga, Câmara Ardente

Posted by Claúdia S.

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
_Phoenix Institute

O Phoenix Institute é uma organização internacional de estudantes e académicos comprometidos na busca comum pela verdade através do estudo da história e da base intelectual da cultura ocidental.

Qual é o papel do ser humano para a Humanidade, para um mundo melhor?

Esta pergunta pode servir de base de entendimento entre o passado e a construção do presente e do futuro. Reunindo estudantes universitários de diversos países, este Instituto promove a excelência académica através da amizade, da liderança e da educação.

Tanto nos seminários de verão promovidos na Notre Dame University, no estado Norte-Americano do Indiana e em Neuwaldegg Castle em Viena de Áustria, quanto em actividades locais, o Phoenix Institute promove uma atmosfera de diálogo e reflexão sobre as obras e homens que fizeram e continuam a deixar marcas na cultura ocidental tendo como princípio a história do legado judaico-cristão.

Este instituto começou os seus trabalhos nos EUA, na Arizona State University entre 1984 e 1986 e na University of Texas at Tyler em 1987. Mais tarde, em 1991, os seminários de verão passaram a ter sede na Notre Dame University. O Instituto promoveu diversos colóquios internacionais, como por exemplo "Culture and Modern Society" (Liechtenstein, 1993) e "The moral crisis of Western Democracies" (Roma, 1995).

O Phoenix Institute certifica os seus estudantes com a Especialização em Estudos Sociais, Económicos e Políticos.

Os temas do seminário de verão/2009 na Universidade de Notre Dame University nos EUA que decorrerá entre 4 e 31 de Julho são:

Heroism in Western Culture and History
Dr. John Evans (Arizona State University)

Liberalism, Democracy and Modernity : Tocqueville's American Journey
Dr. Bradley Lewis (Catholic University of America)

Living the virtues
Dr. Daniel McInerny (University of Notre Dame)

Em Viena de Aústria, Neuwaldegg Castle, o seminário decorrerá entre 10 de Julho e 10 de Agosto com os temas:

Conscience, Custom and the Rule of Law
Dr. Frans A.M. Alting von Geusau (Leiden University, The Netherlands)

Ethics and Experiency: Cicero's Treatise on Obligations (De Officiis), between Rhetoric and Philosophy
Dr. Jeroen A.E. Bons (University of Amsterdam, The Netherlands)

The Completely Good Man: Dostoyevsky's The Idiot understood in the perspective of European Culture
Dr. Bernhard Dolna (University of Vienna & ITI)

O Phoenix Institute convida os estudantes portugueses a conhecer seus programas e vivenciar tão rica experiência de vida!

Mais informações e contactos...

Posted by Roberta Swarowsky Brochier (estudante brasileira em intercâmbio na FDUP)

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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
_Projecto Cabo Verde 2008

Em Agosto, o RUn voltou a Cabo Verde!.

Saltar para o blog do projecto...

Terça-feira, 20 de Maio de 2008
_Aura Miguel

Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença com acreditação permanente no Vaticano, fala sobre a recente viagem do Papa Bento XVI aos Estados Unidos.

Posted by Rampa Clube

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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
_UNIV

Ontem, dia 19 de Março, o Papa Bento XVI recebeu os cerca de 3.500 jovens universitários que se encontram em Roma para participar na 41ª edição do congresso UNIV. Entre estes universitários estão a Catarina D., a Catarina X. a Teresa F., a
Joana N., a Marta P. e a Maria F., as 6 rampistas, delegadas do Rampa neste UNIV 08!

O Papa explicou aos universitários que ser cristão implica ser inconformista nos ambientes onde se movem.

“Sabeis que com um sério compromisso pessoal, inspirado nos valores evangélicos, é possível responder adequadamente às grandes questões do tempo presente.”

“O cristão sabe que há uma relação inseparável entre a verdade, a ética e a responsabilidade. Qualquer expressão cultural autêntica contribui para formar a consciência e estimula a pessoa a superar-se a si mesma para poder melhorar a sociedade.”

Não tenhais, portanto, medo de ser inconformistas, sempre que necessário, na universidade, e em todos os locais.

“Queridos jovens do UNIV, sede levedura de esperança neste mundo que anseia encontrar Jesus muitas vezes sem sequer se aperceber disso. Para poder melhorar o mundo esforçai-vos por mudar vós mesmos, através de uma vida sacramental intensa, aproximando-vos, especialmente do sacramento da Penitência e participando assiduamente na celebração da Eucaristia. Encomendo a Maria cada um de vós e as vossas famílias, ela que nunca deixou de contemplar o rosto do seu Filho Jesus. Invoco também sobre cada um de vós a protecção de S. Josemaría e de todos os santos das vossas terras, enquanto que, com todo o coração, vos desejo uma Páscoa feliz!”

Posted by Rampa Clube

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Sábado, 1 de Março de 2008
_"Suporte Básico de Vida"

Posted by Rampa Clube

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
_UNIV à vista!

Aproxima-se a data do Encontro Universitário Internacional.

Roma é o ponto de encontro, desde 1968, para milhares de estudantes universitários de todos os continentes. Aí, passam a Semana Santa, têm a oportunidade de conhecer a riqueza cultural, histórica e espiritual desta cidade ao mesmo tempo que participam nos encontros culturais, conferências, exposições e concertos organizados no âmbito do Encontro UNIV.

O tema UNIV’2008 é: Ser, aparecer, comunicar: entretenimento e felicidade na sociedade multimédia.

A “delegação” do Rampa que, juntamente com outras “delegações” de outros pontos do País, participará este ano no Encontro em Roma, está a preparar-se para esta fantástica experiência!

No site do UNIV está uma entrevista com Umberto Farri, um professor universitário que foi um grande impulsionador destes encontros. Farri explica como os Encontros UNIV são “uma experiência inesquecível de notável abertura intelectual. Sair do próprio mundo e poder confrontar os problemas com outras pessoas, provenientes de realidades diferentes é, quase sempre, um choque muito positivo. Somos levados a reconsiderar os critérios pessoais e a reconstruí-los sobre novas bases, mais universais e mais verdadeiras.Esta experiência resulta num incremento do sentido de responsabilidade.”

Podes visitar o site do UNIV para saber mais sobre este acontecimento!

Posted by Rampa Clube

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
_Encruzilhadas

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
_Formação para o Voluntariado: Grupo de Voluntárias do IPO

A formação foi dada pela Dr.ª Edna Gonçalves, Médica Oncológica, responsável pela Unidade de Cuidados Paliativos do IPO-Porto e pela D. Cláudia, voluntária na respectiva unidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Cuidados Paliativos (CP) consistem em cuidados activos e globais que visam melhorar a qualidade de vida do paciente e dos seus familiares diante de uma doença que ameaça a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, através da identificação precoce e avaliação adequada, tratamento de dor e outros problemas físicos, psíquicos e espirituais. O ideal é haver uma intervenção do serviço de CP logo após a detecção de doença grave, trabalhando em conjunto com a equipa curativa. Actualmente, no nosso país, essa intervenção é apenas efectuada em estados avançados de doença, praticamente quando se supõe já a morte.

A Dr.ª Edna frisou que não se trata nem de antecipar nem de atrasar a morte, mas antes melhorar a qualidade de vida do doente e ajudar os cuidadores. Todo o trabalho é realizado por equipas multidisciplinares com formação específica na área. No fundo trata-se de dar uma resposta humanizada em antítese ao “já não há nada a fazer!”.

“Devemos dar a mesma atenção e carinho aos que estão no fim da vida, do que damos aos que estão no princípio”

Embora diverso, o trabalho do voluntário exige alguns traços fundamentais: saber ouvir, ajudar a viver o momento presente, dar sem esperar nada em troca, e saber estar, mesmo no silêncio! Um voluntário dos Cuidados Paliativos deve ser uma pessoa com alguma “bagagem de vida” porque irá lidar com a morte com perspectiva de vida. É mais um membro da equipa, agindo e interagindo activamente com os demais no sentido de melhorar a qualidade de vida do paciente e dos seus familiares. Como os outros, precisa de receber formação permanente, este é efectivamente um requisito indispensável para trabalhar na unidade como voluntário.

As histórias foram-se sucedendo ao longo da noite! Histórias de vidas – de finais de vida – que nos permitiram vislumbrar um pouco do muito que se consegue nesta unidade. Com o trabalho de toda a equipa os doentes são ajudados a valorizar a sua vida, a recuperar as melhores memórias que têm de si próprios, em momentos em que o sofrimento quase não permite pensar em mais nada do que no fim… é uma discreta intervenção que ajuda o doente e os seus familiares a enfrentar este momento da vida com fortaleza e serenidade!

Teríamos ficado toda a noite a ouvi-las… aliás, foi bem difícil pôr um ponto final à sessão... Muito obrigada!!!!!!!!!

Posted by Marta C.

Para quem estiver interessado, poderá visitar o site da associação nacional de cuidados paliativos aqui...

As nossas convidadas deixaram as seguintes sugestões de leitura:

1. Óscar e a Senhora de Cor de Rosa, Eric Emmanuel Schmitt

2. Às terças com Morrie, Mitch Albom

3. Amar e viver, Morrie Schwartz

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
_Clube de Leitura RUn...

Li a notícia de um evento em honra de Miguel Torga, por ocasião
do centenário do seu nascimento, no passado dia 11 de Dezembro.
O evento incluiu a apresentação de um livro de  Conceição Campos intitulado “ Miguel Torga - Terra e Altura” no qual a autora explica a
razão de ser do título do livro, por serem estes – na sua opinião - os dois conceitos que melhor caracterizavam o escritor. “Terra porque o Torga era um arreigado à terra natal e a todas as terras (…)  E a altura porque essa terra levava-o para o alto.” É que, para a escritora, apesar de Torga se assumir como agnóstico, descobre-se na sua obra que afinal “tem uma profunda crença no ser supremo que nos criou”.

Mesmo a propósito!
Na última edição do Clube de Leitura no Rampa leu-se, comentou-se e falou-se sobre um conto de Miguel Torga, a Maria Lionça.

Esmiuçando  a leitura do conto, foram-se destacando várias ideias na conversa dessa tarde. A terra e a altura foram ideias referidas e também a pessoa intimamente relacionada com a terra e com a altura.

A dignidade, riqueza e valor da figura central do conto;  aquela riqueza que está dentro mas que extravasa e enriquece os outros, a sociedade e a própria terra…; a beleza, distinção, elegância e grandeza da pessoa pelo que é e não pelo que faz, diz ou… tem! Pessoa, terra e altura…

Esta sessão do Clube de Leitura foi uma grande lição de humanismo que, sem dúvida, enaltece o autor de Maria Lionça!

Posted by Micas

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Outras propostas de leitura:

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

(Recomeça, de Miguel Torga)

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

(O guardador de rebanhos, de Fernando Pessoa / Alberto Caeiro)

Março, 9

O Poeta beija tudo, graças a Deus… E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade… E diz assim: “ É preciso saber olhar…”. E pode ser, em qualquer idade, ingénuo, como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos… E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás…
E perde tempo (ganha tempo) a namorar uma ovelha… E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o seu filho pequenino, um bocadinho se Sol depois de um dia chuvoso… E acha que tudo é importante… E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim…
E reparou que os homens estavam tristes… E escreveu uns versos que começam desta maneira: “O segredo é amar…”

(Diário, de Sebastião da Gama)

Posted by Madalena Brito

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Domingo, 20 de Janeiro de 2008
_Porto de Encontro
"Museu Romântico"

O Museu Romântico da antiga Quinta da Macieirinha, reconstitui uma
habitação típica burguesa do séc. XIX, que pertenceu à família Pinto
Basto (fundadores da Vista Alegre). Este Museu documenta uma
época importante na História da cidade, caracterizando um tempo em
que o Porto tomou características muito próprias e na qual surgem
vultos de grande projecção nas áreas da cultura, politica e economia.

Aqui passou os seus últimos dias de vida, exilado, Carlos Alberto, Rei
do Piemonte e da Sardenha, que veio a falecer a 28 de Julho de
1849.

Em memória do ex-Rei, e com base em documentação gráfica da
época, foi possível reconstituir dois compartimentos por ele habitados
nos meses anteriores à sua morte: o quarto de dormir e a capela.

Destaca-se ainda o gabinete de coleccionador, onde podemos
apreciar inúmeras colecções de um grande comerciante de vinho do
Porto da época, João Allen.

Depois de o visitarmos termos vontade de lá voltar…o jardim e o
bosque envolvente com o aproximar da primavera são um ambiente
óptimo para passear…

A proximidade do Solar do Vinho do Porto… é outro aliciante para a
visita!

Posted by Patrícia Ramalho

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Domingo, 20 de Janeiro de 2008
_Clube de Debate: Elegância

Um tema proposto algum tempo antes… para discorrer sobre ele em conjunto.

Uma sala onde se conversa com gosto. Falar. Ouvir. Avançar na compreensão do tema e das pessoas intervenientes no debate.

Este mês a elegância!

Algumas ideias que manifestam como o debate é como as cerejas… uma ideia, outra e outra.

1.   “Nem toda a gente possui a mesma capacidade para a captar.       Existe uma dimensão inata, há pessoas especialmente       sensibilizadas para apreciar a beleza onde ela está ou para a       criar… enquanto outras não têm essa qualidade ou não a têm tão       desenvolvida.”

2.   “Pode falar-se de um possível itinerário na busca da elegância? A       educação, cultura a delicadeza de espírito…”

3.   “A elegância de cada ser humano tem algo de irrepetível. Cada       um é elegante à sua maneira.”

4.   “A elegância sai de dentro para fora. É muito difícil que alguém       que não tenha uma forte personalidade seja elegante.”

5.   “A elegância ou está nos nossos hábitos ou não é elegância.       Uma pessoa é elegante, quando é sempre elegante!”

6.   “O comportamento elegante costuma estar relacionado com a       delicadeza. A elegância facilita as relações humanas.”

7.   “…Desde que não fique em formas externas esteriotipadas.”

8.   “É importante conseguir unir a elegância ao humanismo… caso       contrário corre o risco de se tornar em algo frio e artificial, pouco       elegante.”

9.   “O termo elegância remete para a sua origem latina eligere       (escolher). É a liberdade que possibilita ser elegante?”

10. “A elegância tem uma certa relação com o silêncio, com saber       escutar. É … de poucas palavras. Mas também se manifesta nas       palavras! O modo de falar de cada um manifesta a sua educação,       cultura, formação aspectos que não são indiferentes à noção de       elegância. Tudo se pode dizer… correctamente e no tom de voz       adequado!”

11. “A forma de ver a vida, a maneira de entender a existência       também tem, também, muito que ver com a elegância.”

12. “O sorriso é elegante!?!”

Posted by Micas

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
_Aconteceu

No dia 12 de Dezembro, depois de um jantar muito conversado e animado, procedeu-se à entrega de diplomas às participantes no último Curso de Comunicação! Satisfação geral! Mais uma vez a Molécula do Saber cumpriu bem a sua missão e… temos por aí mais um bom grupo de boas comunicadoras!

O Rampa promete que para o ano há mais!!!

Posted by Micas

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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
_Porto de Encontro
"Câmara Municipal do Porto"

O edifício da Câmara Municipal, da autoria do Arq. Correia da Silva, começou a ser construído em 1920. Depois de várias interrupções e alterações ao projecto original introduzidas pelo Arq. Carlos Ramos, as obras reiniciam em 1947, entrando o edifício em funcionamento finalmente em 1957. A fachada do edifico não apresenta um estilo definido, pois podemos encontrar traços do estilo clássico e barroco.

Dentro da Câmara quando nos dirigimos para as inúmeras salas, encontramos o átrio dos passos perdidos onde se destacam as pinturas no tecto do estilo romântico e três esculturas de Maria Alice Costa Pereira: “O Marítimo”, “A Peixeira” e “A Ceifeira” bem como duas estátuas em mármore, da autoria de Henrique Moreira, denominadas de “Indústria” e “Arte”.

A escadaria que dá acesso ao primeiro andar onde vamos encontrar os salões, é revestida a mármore negro onde apreciamos um busto do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça, réplica do original de Soares dos Reis, patente no Cemitério do Prado do Repouso.

No salão nobre, local onde se realizam as cerimónias oficiais apreciamos no centro de mesa, uma baixela em bronze dourado da segunda metade do séc. XIX, adquirida pela autarquia portuense aos herdeiros de António Ferreira.

Passando pela sala D. Maria II onde apreciamos peças decorativas dos séculos XVIII e XIX e uma pintura a óleo de D. Maria, somos chegados à sala das Sessões que exibe nas paredes três tapeçarias de Guilherme Camarinha: a representação da faina do Douro que invoca ligação da cidade ao comércio do vinho do porto, a representação do S. João invocando a festa típica da cidade e, a tapeçaria maior designada de “Hino em Louvor, Honra e Glória da Cidade do Porto”, evoca os acontecimentos mais marcantes da história da Invicta onde podemos ler:

“No ano de Cristo de 1868 a cidade portucale foi aprasada por Vimara Peres e de portucale partiram nome e ajuda com o ânimo forte e indomável sempre em todos os corações pela grandeza de Portugal.”

Tinha muito mais para contar, mas já me alonguei além do que devia… deixo a sugestão: visitem a CMP!

Posted by Patrícia Ramalho

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Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2007
"Vamos Desmitificar Bolonha?"

Ontem à noite estivemos à conversa com o Professor Doutor Novais Barbosa, Antigo Reitor da UP e Professor Catedrático da FEUP.

O "Processo de Bolonha" deu o mote para mais de duas horas de conversa. Ficamos a saber que o referido processo visa a
"Criação de um Espaço Europeu de Ensino Superior" e que é uma oportunidade que se proporciona à implementação de uma verdadeira reforma do ensino superior.

Falou-se: da "Conferência de Varsóvia", 1997, onde pela primeira vez foi expresso o conceito de "Europa do Conhecimento"; do "Relatório Attali"; e da "Declaração da Sorbonne", 1998; que precederam a assinatura da "Declaração de Bolonha" em 1999.

Este novo documento de intenções - a "Declaração de Bolonha" - aponta um conjunto de objectivos para que seja criado o Espaço Europeu de Ensino Superior, designadamente:

1. adopção de um sistema com graus académicos de fácil     equivalência;

2. adopção de um sistema baseado essencialmente em duas fases     principais, a graduação e a pós-graduação;

3. criação de um sistema de créditos;

4. incentivo à mobilidade;

5. incentivo à cooperação europeia na garantia da qualidade;

6. promoção das necessárias dimensões a nível europeu no campo     do ensino superior.

Postos os factos, o Professor Doutor Novais Barbosa atacou os mitos... entre aqueles que mereceram maior incidência e que mereceram comentários mais significativos:

1. harmonização vs. uniformização;

2. a duração dos ciclos (o "3-5-8" de Attali na sombra da     "Declaração de Bolonha";

3. a relevância do 1º. Ciclo para o mercado de trabalho;

4. a designação adoptada para o 1º. Ciclo em Portugal;

5. a visão estreita de limitar Bolonha à área do ensino/aprendizagem,     com esquecimento das suas repercussões em aplos sectores da     sociedade e, nomeadamente, no mercado de trabalho;

6. a tendência tão generalizada, para encarar a mudança como uma     ameaça (a interesses instalados...) e não como uma oportunidade     para melhorar o que carece de ser melhorado.

Num clima ameno de conversa, o Professor Doutor Novais Barbosa deu uma visão muito optimista do processo que acabou por contagiar a toda a audiência... no final, sentiamo-nos empenhados em não regatear esforços para tornar o "Processo de Bolonha" melhor no que depende de nós!

Posted by Luciana das Neves

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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2007
_Porto de Encontro...

Museu Soares dos Reis [18.11.2007]

O Museu Soares dos Reis tem uma história riquíssima... a visita guiada durou quase duas horas e ficou tanto por descobrir e saber!

Trata-se de um dos poucos palácios portuenses, pois, ao que parece, a nobreza encontrava dificuldades em se instalar no norte do país. A então conhecida residência “dos carrancos”, serviu também de abrigo a D. Pedro IV na guerra liberal.

Este Museu possibilita-nos comparar diversos estilos de pintura, desde o século XVI ao século XX, com destaque para a pintura portuense da segunda metade do séc. XIX.

Vale mesmo a pena visitá-lo e revisitá-lo várias vezes...

Leonardo da Vinci, Palácio de Cristal [21.10.2007]

A exposição é invulgarmente interactiva…
Entre tantas coisas, ficamos a saber que Leonardo da Vinci escrevia ao contrário sendo necessário recorrer a um espelho para ler os seus escritos... e, por falar em escritos, deixo-vos algumas frases célebres deste visionário que estão na exposição:

O mais nobre prazer é a alegria de compreender

Há três classes de pessoas: as que compreendem, as que compreendem quando lhes mostram e, as que não compreendem”

“Enquanto eu pensava que estava a aprender a viver, estava a aprender como morrer”

“Quem semeia virtude, colhe honra

Posted by Dominique de Castro

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Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2007
_Clube de Debate: RISCO...

Na vida temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras difíceis.

A maior parte dos erros que cometemos não se devem a decisões erradas. A maior parte dos erros devem-se a indecisões. Temos de viver com a consequência das nossas decisões. E isto é arriscar. Tudo é arriscar.

Rir é correr o risco de parecer um tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se com alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor as suas ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam de ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada, é nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre.

O pessimista queixa-se dos ventos. O optimista espera que mudem. O realista ajusta as velas.

("To Risk", autor desconhecido)

Posted by Micas

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